Ouvi dizer eu escrever faz bem. Que quando tudo parece
completamente fudido apenas o ato de colocar tudo no papel faz as coisas
ficarem melhor. Na verdade isso provavelmente é muita mentira. Mas por que
escrever então? Eu realmente não sei, mas parece uma boa ideia começar.
Eu achei que essa nova fase da minha vida ia ser perfeita: A
FACULDADE. A tão sonhada liberdade finalmente alcançada! Morar sozinha, muitas
festas, conhecer muita gente nova, curtir muito! Qual será que foi a parte que
eu calculei errado? Porque de perfeita essa porra não tem nada!
Há algum tempo atrás eu sabia exatamente (ou quase isso)
quem eu era, o que eu queria ser e como eu deveria agir. Agora nem
perto disso. Por mais clichê que pareça a pergunta: “quem sou eu?" permanece no
ar. Lidar com essa nova fase está realmente afetando tudo na
minha vida. Ok, tudo realmente mudou: nova cidade, nova moradia, novos amigos,
novas experiências. Mas o que eu não imaginava era uma mudança tão grande em
mim mesma.
Os limites que sempre foram impostos a mim já não existem
mais. Por mais que eu encontre muitas limitações como a tão latente falta de
dinheiro (típica dos universitários), eu meio que estou lidando da minha própria
vida agora, sem tantas barreiras para impedir a minha "vontade". Não tem mais meus pais, meus amigos ou até meu (ex-) namorado pra me
dizer o que fazer ou como agir. Eu finalmente tenho entendido agora, o
significado de fazer as próprias escolhas, e como elas trazem as tão temidas consequências.
Escolhas erradas fazem parte, ok. Mas o que fazer quando
todas as suas escolhas estão se mostrando completamente erradas? Quando tudo o
que você tem feito tem trazido consequências de tamanha proporção que fica impossível
saber como agir? Pois é, é assim que as coisas estão no momento (por mais dramático
que isso pareça), apenas catando os caquinhos dos estragos de minha autoria.
Nenhum comentário:
Postar um comentário