sábado, 2 de maio de 2015

O dia em que eu sai de casa

Ouvi dizer eu escrever faz bem. Que quando tudo parece completamente fudido apenas o ato de colocar tudo no papel faz as coisas ficarem melhor. Na verdade isso provavelmente é muita mentira. Mas por que escrever então? Eu realmente não sei, mas parece uma boa ideia começar.

Eu achei que essa nova fase da minha vida ia ser perfeita: A FACULDADE. A tão sonhada liberdade finalmente alcançada! Morar sozinha, muitas festas, conhecer muita gente nova, curtir muito! Qual será que foi a parte que eu calculei errado? Porque de perfeita essa porra não tem nada!

Há algum tempo atrás eu sabia exatamente (ou quase isso) quem eu era, o que eu queria ser e como eu deveria agir. Agora nem perto disso. Por mais clichê que pareça a pergunta: “quem sou eu?" permanece no ar. Lidar com essa nova fase está realmente afetando tudo na minha vida. Ok, tudo realmente mudou: nova cidade, nova moradia, novos amigos, novas experiências. Mas o que eu não imaginava era uma mudança tão grande em mim mesma.

Os limites que sempre foram impostos a mim já não existem mais. Por mais que eu encontre muitas limitações como a tão latente falta de dinheiro (típica dos universitários), eu meio que estou lidando da minha própria vida agora, sem tantas barreiras para impedir a minha "vontade". Não tem mais meus pais, meus amigos ou até meu (ex-) namorado pra me dizer o que fazer ou como agir. Eu finalmente tenho entendido agora, o significado de fazer as próprias escolhas, e como elas trazem as tão temidas consequências.


Escolhas erradas fazem parte, ok. Mas o que fazer quando todas as suas escolhas estão se mostrando completamente erradas? Quando tudo o que você tem feito tem trazido consequências de tamanha proporção que fica impossível saber como agir? Pois é, é assim que as coisas estão no momento (por mais dramático que isso pareça), apenas catando os caquinhos dos estragos de minha autoria.

Nenhum comentário:

Postar um comentário